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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Belo Monte: Justiça Federal suspende novamente as obras da usina!


Na última terça feira de setembro, dia 27, o juiz Carlos Eduardo Castro Martins da 9ª Vara da Justiça Federal do Pará, concedeu liminar determinando a imediata suspensão das obras de construção da Hidrelétrica de Belo Monte. Pela decisão, no entanto, ficam suspensas apenas as atividades que interferem diretamente no Rio Xingu, podendo a continuar a instalação dos canteiros de obras por não interferirem no curso d’água, por enquanto.

A decisão foi proferida numa ação proposta pela Associação dos Criadores e Exportadores de Peixes Ornamentais de Altamira (Acepoat), e proíbe o consórcio responsável pelas obras de construção da usina de promover qualquer alteração do no leito do Rio Xingu, como “implantação de porto, explosões, implantação de barragens, escavação de canais, enfim, qualquer obra que venha a interferir no curso natural do Rio Xingu com conseqüente alteração ictiológica.”

Noutro trecho da decisão, diz o juiz: "Ora, não é razoável permitir que as inúmeras famílias, cujo sustento depende exclusivamente da pesca de peixes ornamentais realizada no Rio Xingu, sejam afetadas diretamente pelas obras da hidrelétrica, ficando desde já impedidas de praticar sua atividade de subsistência, sem a imediata compensação dos danos. O projeto de aqüicultura que será implantado no inaceitável prazo de 10 anos, ao menos em uma análise superficial, não garantirá aos pescadores a manutenção das suas atividades durante tal período, mormente porque a licença de implantação das etapas que darão início à construção da usina já foi expedida pelo Ibama em junho de 2011".

Para o caso de descumprimento da decisão liminar, o juiz estabeleceu multa diária de R$ 200 mil. O Consórcio ainda pode recorrer ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região que tem sede em Brasília.

Esta decisão da Justiça Federal do Pará surpreendeu o governo que tirou do juiz de Altamira, cidade onde fica a usina, a competência para julgar a ações relacionadas com Belo Monte, exatamente na esperança de ter decisões que lhes fossem favoráveis.

A Usina de Belo Monte vem se transformando num símbolo da luta em defesa da da natureza e dos povos da região amazônica. Por todo o mundo se multiplicam manifestações de solidariedade ao povo do Xingu, indígenas ou não.

http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=fYPx3syyIR0

Mais manifestações

Para o dia 15 de outubro às 13 horas, organizações sociais e movimentos populares que lutam contra a barragem de Belo Monte e em defesa do Rio Xingu, assim como outras barragens que estão sendo construídas ou projetadas para a Amazônia, estão organizando uma nova rodada de manifestações. Em São Paulo, local escolhido é a Praça da República, local de fácil acesso,. A manifestação será liderada pelos índios xinguanos Cacique Kunué Kalapalo e sua filha, a jovem guerreira Sany Kalapalo.

Por Rosalvo Salgueiro

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Marianne Spiller lança livro na Suíça para comemorar seus 30 anos de luta na América Latina

No dia 28 Abril 2011, quinta feira, a ABAI completou 30 anos de fundação, uma iniciativa da suíça Marianne Spiller Hadorn.
Marianne, é atualmente Coordenadora Nacional do SERPAJ-Brasil, e foi indicada para o Prêmio Nobel da Paz em 2005 como uma das "mulheres da paz mundial", na ocasião foram indicadas 1000 mulheres de todos os rincões da terra.
Sua convicção de que a pobreza só pode ser enfrentada atacando-se as suas causas profundas, tem proporcionado a história e o desenvolvimento da ABAI. .
Para comemorar os 30 anos da ABAI, Marianne reuniu amigos e companheiros de lutas e compromissos para refletir e propor alternativas e caminhos para uma real superação da pobreza, essas refleções foram publicas num livro entitulado, Fome de Justiça: Perspectivas para a Superação da Pobreza, que foi lançado na Suiça com grande sucesso em maio último.

"Fome de Justiça" apresenta este compromisso e a biografia incomum do pioneiro traço Marianne Spiller-Hadorn. Ao mesmo tempo, abre o olhar do leitor para muito além da ABAI e de questões atuais, para a redução da pobreza e da cooperação para o desenvolvimento em um mundo globalizado. Marianne convidou mais de 20 pessoas da América do Sul e Europa para escrever sobre o direito à água, direito à moradia digna nas cidades, o movimento sem terra no Brasil e o papel da Suíça, sobre o poder transformador da sociedade civil, não-violenta luta de libertação e, finalmente, sobre a importância da agricultura na luta contra a pobreza.

Com textos de: Adolfo Pérez Esquivel, Rosmarie Bär, Rosalvo Salgueiro, Veronika Bennholdt-Thomsen, Irene Birnstiel-Hadorn, Dom Luiz Flávio Cappio, João Pedro Stedille, Peter Niggli, Rudolf H. Strahm e outros. Fotografias
recentes de Fridolin Walcher eHahn Michaela mostrar as cenas e atores no alívio da pobrezano Brasil. .





Gröbly Thomas (Ed.), FOME DE JUSTIÇA: Perspectivas de Superação da Pobreza. 352 páginas, heróis Verlag, Zurique 1011, CHF39,80, ISBN 978-3-905748-09-3. www.helden.ch