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domingo, 13 de maio de 2012

Esquivel: "As Malvinas deve ser desmilitarizada para o bem de todos"

Seis prêmios Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel da argentina, Desmond Tutu da África do Sul, Mairead Corrigan Maguire da Irlanda, Rigoberta Menchú da Guatemala, Jody Williams dos Estado Unidos e Shirin Ebadi do Irã iniciaram, em março último, uma campanha internacional para que o governo da Inglaterra  volte ao diálogo e reabra negociações com o governo argentino para buscar uma solução diplomática sobra as Ilhas Malvinas.
Adolfo Esquivel insiste em esclarecer que esta não é uma campanha contra o governo britânico, diz que esta campanha deve ser entendida como um chamado ao diálogo como determina as resoluções das Nações Unidas atinentes ao caso.
Esquivel relembra que nas Ilhas Malvinas existem uma Base Militar da OTAN com um mil e quinhentos soldados estacionados, isto vai contra os tratados internacionais, como também os  bunkers com armas nucleares. Esquivel conclui: “As Malvinas deve ser uma zona desmilitarizada para o bem de todos”


Por Rosalvo Salgueiro

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Pérez Esquivel faz Nova visita a Cuba

O Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel, chega nesta quinta feira, 9 de fevereiro a Havana para participar do VIII Congresso Internacional de Educação Superior "Universidad 2012", organizado pelo Ministério do Ensino Superior e as universidades da República de Cuba e que se desenvolverá em Havana nos dias 13-17 de Fevereiro.
Já a partir de sua chegada à ilha, Esquivel irá participar de diversas atividades educativas e culturais, incluindo a apresentação do seu mais recente livro "Resistir na Esperança", evento que ocorrerá dentro da 21 ª Feira Internacional do Livro de Cuba. Uma das mais conhecidas e prestigiadas feiras de livros do mundo.

Sua visita coincide com a chamada internacional para por fim aos 50 anos do injusto bloqueio contra Cuba. Esquivel volta a Cuba 10 anos depois da sua última visita à ilha de Fidel

Esta é a primeira vez que um Prêmio Nobel estará presente na reunião de educação. Espera-se também a resença do brasileiro ativista social Frei Betto, assim como da subdiretora geral de Educação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a chinesa Qian Tang.

Segundo os organizadores, sob o lema "Universidade para o desenvolvimento sustentável", espera-se a presença de cerca de 2400 delegados de 60 países e cerca de 800 cubanos, mais de 250 personalidades, incluindo ministros, reitores de universidades e representantes de organizações internacionais. Ao todo serão apresentados e debatidos 1839 trabalhos tratando dos mais variados temas de interesse para a comunidade acadêmica e científica.

Adolfo Perez Esquivel, além de Prêmio Nobel da Paz, é também, há mais de dez anos, titular da Cátedra de Cultura para a Paz e Direitos Humanos da Universidade de Buenos Aires (UBA) É Doutor Honoris Causa de várias universidade de todos os continentes. É presidente do Serviço de Paz e Justiça (SERPAJ) recebeu o prêmio de educação para a paz pela UNESCO em 1987 e agora está realizando o programa "Aldeias de Jovens para a Paz".


Veja neste vídeo o discurso de Adolfo Perez Esquivel, proferido na Praça da Revolução, Havana, em 1 de Maio de 2000.




Tradução livre: Rosalvo Salgueiro

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Esquivel inaugura seu novo mural latino-americano


O argentino, Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Perez Esquivel inaugurou seu novo mural "Eles O Reconheceram ao Partir o Pão", segundo o próprio Esquivel, "são pinceladas sobre um povo que confiando na força do amor continua buscando a Justiça e a Verdade."

A apresentação do trabalho foi realizada, no primeiro domingo de dezembro, 04/12/2011, durante um debate sobre processos por crimes contra a humanidade na voz de Ana Maria Careaga, diretora do Espaço para a Memória (IEM), e Jorge Auat, titular da Delegacia de Coordenação e Acompanhamento das Causas de Violações dos Direitos Humanos cometidas durante o Terrorismo de Estado, e o Padre Bernard Hughes.

Juntos analisaram os avanços alcançados e o estagio atual da causas, chamaram a atençãodos presentes sublinhando que o fundamental não são os processos em si, mas a retomada da construção do sonho interrompido.

"Enquanto repressores continuam a invocar a guerra como um último recurso para banalizar a morte em nome do progresso, este mural nos dá testemunho de vida, da nossa história de luta e solidariedade e esperança. O que se busca, não é apenas a conclusão dos processos, mas também dar continuidade aos sonhos que foram agredidos e aparentemente derrotados.”

No trabalho de aproximadamente 6 metros de comprimento, Esquivel fez um resgate dos principais militantes pela paz e uma reinterpretação simbólica de figuras religiosas nacionais e latino-americanas numa perspectiva popular e participativa.

O mural pode ser visto na Casa de Nazaré, que fica na rua Carlos Calvo, 3121 n Cidade de Buenos Aires.

Versão livre de Rosalvo Salgueiro